as manhãs claras nas letras e nas artes


AO LER DO PATACO

N.º 2

JANEIRO DE 2007

Catarina Dantas

OS MEUS PRIMEIROS DESENHOS

Amândio Sousa Dantas
num programa da televisão alemã

Não sigo por caminhos
verdejantes
sigo por escarpas
onde uns desesperam,
outros desfalecem;
eu sigo os que se levantam - por uma única dádiva

Sigo por saudoso rio; ora fundo
ora criança - e escuto o invisível.
Pouso o coração no céu da tarde,
vejo como as nuvens se dispersam
e se unem e escurecem e clareiam;
sigo disperso: outras vozes se entrelaçam:

são ramos de fogo que pela água se atam.

in «No ombro o orvalho»

AMÂNDIO SOUSA DANTAS

«...um dos autores mais puros do nosso «pós-modernismo» poético...»

Miguel de Mello, in Diário do Minho

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